Os jovens são a esperança da nação! Essa frase, que é tão destacada em discursos políticos e debates acadêmicos, vêm sendo utilizada ao longo das décadas de forma incisiva, entretanto, não percebemos o mesmo destaque nas ações do dia a dia.
É na juventude que a sociedade deposita as maiores esperanças para o futuro. Paradoxalmente é durante este período de 16 a 29 anos que encontramos a maior ocorrência dos principais problemas urbanos da atualidade.
Os índices de usuários de álcool, cigarros e drogas, bem como a causa e vítima de acidentes de trânsito tem a juventude como seu maior percentual. Também é nesta faixa etária que estão os maiores indicadores de criminalidade e desemprego.
A contradição existente entre a lamentável realidade urbana dos jovens, amparada na estatística nacional, nos faz refletir sobre a esperança que depositamos na nova geração. Temos que abrir uma discussão a respeito dos erros, levantando soluções para modificar este quadro.
É necessário que o poder público e sociedade civil definam ações direcionadas para proteger e criar oportunidades para os jovens. Seguramente, as melhorias para esse segmento social irão significar a melhoria de toda condição familiar e condição de vida da população.
Existe a possibilidade de diminuir esse abismo de esperança e realidade que encontramos atualmente no seio da juventude. Políticas públicas consistentes podem contribuir e modificar esse quadro. Entretanto, é preciso levar em consideração as opiniões do público alvo. Ou seja, para que possamos melhorar a qualidade de vida dos jovens pato-branquenses, por exemplo, é necessário ouvi-los. E a partir disso criar um modelo propositivo e não reativo. Pois, uma política pública municipal baseada em arquétipos e antigos modelos, leva a discussão para problemas sociais negativos de delinqüência, violência, desemprego e drogas.
A juventude atual apresenta uma complexidade que não pode ser ignorada. As conquistas dos direitos individuais e democráticas foram uma importante conquista nos anos 60 e 70 onde o jovem buscava seu espaço e lutava contra um governo ditatorial. Entretanto, a atual juventude também apresenta dilemas e lutas muito importantes. Ela herdou um planeta poluído, além de modelos sociais amparadas num mercado de trabalho de extrema competitividade e formas de comunicação e visibilidade inovadora.
Ignorar essa problemática, nos faz afastar ainda mais o jovem da vida social e torná-lo vulnerável a questões de desemprego, drogas e violência que podem ser somadas a falta de investimentos em programas alternativos de educação.
Permitir que o jovem possa ser um agente transformador da sua realidade social requer uma atenção especial do poder público. Ampliar as oportunidades educacionais, incentivar o esporte, ampliar a inclusão digital e potencializar as atividades culturais são alguma das formas de apoio a juventude.
Faço aqui algumas considerações sobre a realidade do jovem em nossa cidade:
Essas são algumas ponderações e sugestões de baixo custo para que o município possa auxiliar sua juventude. Investir no jovem é investir no futuro de Pato Branco, e para isso, não bastam ações reativas e coercitivas. Mas sim, uma profunda discussão sobre políticas públicas realistas e consistentes, que permitam que o jovem tenha um ambiente saudável para se desenvolver.
Guto Silva, vereador em Pato Branco (DEM), consultor de empresas e professor universitário.
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