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10 de setembro de 2010
COLUNISTAS
22/2/2010

Políticas públicas para a juventude pato-branquense

Guto Silva

Os jovens são a esperança da nação! Essa frase, que é tão destacada em discursos políticos e debates acadêmicos, vêm sendo utilizada ao longo das décadas de forma incisiva, entretanto, não percebemos o mesmo destaque nas ações do dia a dia.

 

É na juventude que a sociedade deposita as maiores esperanças para o futuro. Paradoxalmente é durante este período de 16 a 29 anos que encontramos a maior ocorrência dos principais problemas urbanos da atualidade.

 

Os índices de usuários de álcool, cigarros e drogas, bem como a causa e vítima de acidentes de trânsito tem a juventude como seu maior percentual. Também é nesta faixa etária que estão os maiores indicadores de criminalidade e desemprego.

 

A contradição existente entre a lamentável realidade urbana dos jovens, amparada na estatística nacional, nos faz refletir sobre a esperança que depositamos na nova geração.  Temos que abrir uma discussão a respeito dos erros, levantando soluções para modificar este quadro.

 

É necessário que o poder público e sociedade civil definam ações direcionadas para proteger e criar oportunidades para os jovens. Seguramente, as melhorias para esse segmento social irão significar a melhoria de toda condição familiar e condição de vida da população.

 

Existe a possibilidade de diminuir esse abismo de esperança e realidade que encontramos atualmente no seio da juventude. Políticas públicas consistentes podem contribuir e modificar esse quadro. Entretanto, é preciso levar em consideração as opiniões do público alvo. Ou seja, para que possamos melhorar a qualidade de vida dos jovens pato-branquenses, por exemplo, é necessário ouvi-los. E a partir disso criar um modelo propositivo e não reativo. Pois, uma política pública municipal baseada em arquétipos e antigos modelos, leva a discussão para problemas sociais negativos de delinqüência, violência, desemprego e drogas.

 

A juventude atual apresenta uma complexidade que não pode ser ignorada. As conquistas dos direitos individuais e democráticas foram uma importante conquista nos anos 60 e 70 onde o jovem buscava seu espaço e lutava contra um governo ditatorial. Entretanto, a atual juventude também apresenta dilemas e lutas muito importantes. Ela herdou um planeta poluído, além de modelos sociais amparadas num mercado de trabalho de extrema competitividade e formas de comunicação e visibilidade inovadora.

           

Ignorar essa problemática, nos faz afastar ainda mais o jovem da vida social e torná-lo vulnerável a questões de desemprego, drogas e violência que podem ser somadas a falta de investimentos em programas alternativos de educação.

 

Permitir que o jovem possa ser um agente transformador da sua realidade social requer uma atenção especial do poder público. Ampliar as oportunidades educacionais, incentivar o esporte, ampliar a inclusão digital e potencializar as atividades culturais são alguma das formas de apoio a juventude.

 

Faço aqui algumas considerações sobre a realidade do jovem em nossa cidade:

  • Falta de espaço para lazer - esse é um problema antigo em Pato Branco, agravado com o crescimento da população. O convívio entre moradores das região central da cidade com os jovens que tomam as ruas nos finais de semana buscando diversão, é um problema que perdura. Som alto, violência urbana, excesso de bebida alcoólica, acidentes de trânsito e vandalismo tornarem-se atos corriqueiros. O que podemos fazer para encontrar soluções? Sugiro que o antigo palco do Parque de Exposições de nosso município, que se encontra num lugar privilegiado com muito espaço verde, possa ser mais utilizado. Seguramente, atividades regulares como shows de bandas e apresentações teatrais podem ser um atrativo par a juventude.

 

  • Esporte e Cultura - é preciso que nossa cidade seja permeada por atividades culturais e esportivas nos finais de semana. É neste período de descanso e ócio que as ações lúdicas e sociais são necessárias. Campeonatos de rua, teatro itinerante e oficinas culturais podem ser alternativas vitais para afastar os jovens da criminalidade além de contribuir na socialização e sustentação dos princípios de cidadania.

 

  • Educação - nosso município tornou-se um pólo educacional, mas é facilmente possível identificar, jovens que não conseguem entrar numa universidade devido as dificuldades encontradas durante a vida, ou a falta de recursos. Uma alternativa é promover programas municipais, já adotados em outros municípios, como o Promuni, programa que consiste em subsidiar os estudos de jovens carentes inseridos em grupos de risco. Seguramente, são gastos que refletem imediatamente no contexto social e tornam-se uma economia para o poder público a médio e longo prazo.

           

Essas são algumas ponderações e sugestões de baixo custo para que o município possa auxiliar sua juventude. Investir no jovem é investir no futuro de Pato Branco, e para isso, não bastam ações reativas e coercitivas. Mas sim, uma profunda discussão sobre políticas públicas realistas e consistentes, que permitam que o jovem tenha um ambiente saudável para se desenvolver.

 

 

Guto Silva, vereador em Pato Branco (DEM), consultor de empresas e professor universitário.

Blog -  http://gutosilva25.wordpress.com/

Twitter - http://twitter.com/GUTOSILVA1


Guto Silva, Vereador Eleito (DEM - Pato Branco), consultor de empresas e professor universitário.

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